quinta-feira, 26 de julho de 2012

RATINHO PUBLICA COM EXCLUSIVIDADE INTERNAÇÃO DE ROBERTO JEFFERSON UMA BOA SAIDA PARA QUEM FOI ACUSADO DE RECEBIMENTO BILIONÁRIO ILÍCITO DE 4 MILHÕES: Roberto Jefferson, presidente do PTB, se interna para exames no Rio Ex-deputado que denunciou o mensalão tem um tumor no pâncreas. Médico do político informou que ele tem cirurgia marcada para sábado (28).

O presidente nacional do PTB e ex-deputado federal Roberto Jefferson se internou na manhã desta quinta-feira (26), no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De acordo com assessoria do hospital, o político vai fazer uma série de exames. Ele faz tratamento contra um tumor no pâncreas. O ex-deputado que denunciou o esquema do mensalão,chegou por volta das 8h ao hospital. O médico dele, José Ribamar Azevedo, informou no último dia 20 que Jefferson deverá ser submetido a uma cirurgia para retirada do tumor no próximo sábado (28). Jefferson é um dos 38 réus do julgamento do mensalão programado para se iniciar no próximo dia 2 no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por, supostamente, ter recebido R$ 4 milhões do ‘chamado "valerioduto", que, segundo a denúncia, era operado por Marcos Valério e abastecia parlamentares aliados ao governo. Em 2005, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", Jefferson relatou o "modus operandi" do mensalão, detonando o maior escândalo político do governo Lula (2003-2010). Luiz Francisco Corrêa Barbosa, advogado do ex-deputado, cassado em 2005, pretende sustentar diante dos 11 ministros do STF que, mesmo que Lula não tivesse conhecimento sobre o suposto pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político no Congresso, ele deveria ter sido responsabilizado criminalmente pela existência do mensalão. O cirurgião José Ribamar Sabóia Azevedo, médico do presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, afirmou na tarde desta sexta-feira (20) ao G1 que o paciente tem uma "lesão de natureza indeterminada" no pâncreas, que pode ser um tumor benigno ou maligno. Mais cedo, a assessoria de imprensa do PTB havia informado que o presidente nacional da legenda estava com câncer no pâncreas. Depois, telefonou para informar que o tumor, na verdade, era benigno. Segundo o médico, só será possível verificar se há cancer após a biópsia, que será feita depois da retirada do tumor. Azevedo informou que Jefferson deve ser internado na próxima quinta-feira (26) no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, para ser operado no sábado (28). "Ele tem uma lesão de natureza indeterminada, não se sabe a natureza da lesão, se é câncer ou não. O fato é que é um tumor, que pode ser benigno ou maligno. E, pelo tamanho e localização, consideramos que há necessidade de operação", afirmou o cirurgião. O tumor, conforme o médico, tem cerca de quatro centímetros e está localizado na cabeça do pâncreas. saiba mais 'Não serei condenado', diz Jefferson sobre julgamento do mensalão A previsão do cirurgião é de que Roberto Jefferson fique internado por dez dias. Imediatamente após o procedimento ele deve ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por um período que dependerá da reação à operação. "É uma cirurgia delicada. É um ato médico e não se pode dizer que não tem risco, todo ato médico implica risco, mas será feito com todo cuidado e com toda a tecnologia disponível", disse. De acordo com o cirurgião, exames aos quais Roberto Jefferson se submeteu na semana passada indicaram a existência do tumor. Reeleito Jefferson foi reconduzido na última quarta (18) à presidência nacional do PTB. Ele exercerá o quarto mandato consecutivo. Delator do mensalão, maior escândalo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Jefferson disse ter convicção de que será absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Jefferson é um dos 38 réus no julgamento programado para se iniciar no próximo dia 2. O dirigente partidário foi acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. "Não serei condenado. Não há condição de me condenarem. É um absurdo jurídico tão grande que penso que o Supremo não vai fazer isso", afirmou Jefferson em entrevista antes de ser reconduzido à presidência do PTB. Acusação O presidente do PTB é acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido R$ 4 milhões do PT. Segundo os procuradores da República, a cifra teria sido desviada de empréstimos fictícios com aval da cúpula petista a fim de comprar votos de parlamentares para aprovar projetos de interesse do governo. À época, o dirigente petebista integrava a base de apoio do governo Lula. Jefferson afirma que, no momento em que detonou o escândalo, não tinha ideia da dimensão que a denúncia tomaria. "Pensei que seria uma luta política, mas nunca com esse desdobramento que vivemos hoje. Não imaginei que aquela denúncia pudesse atingir tanta gente e pudesse chegar aonde chegou. Até porque não tinha noção do volume de tudo, sabia apenas algumas coisas", disse.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA AÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO NO SERTÃO DA PARAÍBA

A Polícia Federal deflagrou uma ação na manhã desta sexta-feira (4) em cidades da Paraíba em busca de suspeitos de desvio de recursos públicos. A operação foi batizada de 'Dublê' devido às investigações do suposto esquema de falsificação de notas fiscais. De acordo com a assessoria de imprenda da PF na Paraíba, os alvos seriam empresários e políticos de cidades do Sertão paraibano. Há equipes da Polícia Federal fazendo buscas em João Pessoa e em cidades próximas ao município de Patos. O objetivo da operação é cumprir 41 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, oito de prisão temporária e seis de condução coercitiva, além do afastamento de prefeitos e secretários municipais. Os suspeitos podem ser indiciados por crimes de fraude a licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha. A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou por telefone que pelo menos dois prefeitos estão presos, mas durante a entrevista coletiva, a informação foi retificada e foi confirmado que um prefeito estava foragido. Entre os políticos que foram encaminhados para prestar depoimento está José Edivan Félix (PR), prefeito do município de Catingueira. A reportagem entrou em contato com a esposa dele, Francinalva Félix, que confirmou o ocorrido, mas disse que não poderia fazer mais comentários sobre o caso. A sede da prefeitura também foi interditada pelos policiais federais para buscas de documentos. Em um escritório localizado na capital foram apreendidos vários documentos. Já no Sertão a Polícia Federal conta com o apoio de uma equipe do posto da Polícia Rodoviária Federal de São Mamede. A assessoria de imprensa da PF dará mais detalhes sobre a operação ainda nesta manhã. saiba mais * PF faz operação contra o tráfico internacional de drogas em 5 estados * Suspeito de integrar quadrilha de tráfico internacional é preso na PB * Operação contra tráfico internacional encerra com 21 pessoas presas Como funcionavam os devios Em nota enviada à imprensa, a Polícia Federal divulgou que a quadrilha teria desviado mais R$ 5 milhões de cofres municipais, sendo aproximadamente R$ 1,5 milhão de verbas da saúde, R$ 1 milhão de educação e ação social e R$ 2 milhões de verbas de desenvolvimento rural e infraestrutura urbana. Durante a investigação, a PF e o Tribunal de Contas da Paraíba apuraram que prefeitos e secretários municipais estariam fazendo uso particular de verbas públicas. O TCE promoveu uma fiscalização depois de constatar saldo descoberto na tesouraria de duas prefeituras em valor superior a R$ 1 milhão. O desvio teria ocorrido com o recebimento das verbas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e do Projovem, além de outros vinculados ao Fundo Nacional de Assistência Social (Fundef), Sistema Único de Saúde (SUS), Fundo de Participação dos Municípios (FPM), entre outros. Os valores seriam sacados em favor da tesouraria da prefeitura e, posteriormente, para comprovar as despesas aos órgãos de fiscalização, os envolvidos criavam processos licitação fictícios com notas fiscais clonadas.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

RATINHO PUBLICA NOVAS GRAVAÇÕES DA PF ONDE O JN TEVE ACESSO E DIVULGOU MAIS POLITICO NO NOVO ESCÃNDALO.

Novas gravações da Polícia Federal às quais o Jornal Nacional teve acesso mostram influência de Carlinhos Cachoeira – por meio do ex-vereador do PSDB Wladimir Garcez – na nomeação de funcionários públicos para o governo de Goiás, comandado por Marconi Perillo (PSDB). O bicheiro foi preso em fevereiro pela Polícia Federal, acusado de chefiar uma quadrilha de jogos ilegais no estado.
Nesta segunda (16), Perillo esteve no Ministério da Fazenda, em Brasília. Ele evitou a imprensa e não atendeu aos pedidos de entrevista. Segundo a assessoria, o governador não teve encontro oficial com Wladimir Garcez em abril do ano passado. O governador não se pronunciou sobre as supostas nomeações. E o advogado de Garcez não foi localizado para comentar o caso.
A conversa foi gravada foi gravada pela PF em 11 de março do ano passado. Carlinhos Cachoeira fala com Garcez, considerado braço direito no esquema do bicheiro. Garcez, que está preso, diz que o governador Marconi Perillo autorizou contratações de pessoas selecionadas por Cachoeira.
- Wladimir Garcez: Então é o seguinte, o govenador liberou os negócios dele e eu falei para ele que nós temos mais quatro pedidos. Esse de Anápolis, ele resolveu que vai lotar nas nomeações. Os de Goiânia, ele vai ver a questão de gerência aqui. Aí tem duas ou três gerências para vir para nós, para a gente discutir quem são são os nomes.
- Carlinhos Cachoeira: Tá, cê põe a Vanessa numa. A Rosana pode ser um salário de R$ 2 mil. A Vanessa é gerência, tá?
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Justiça autoriza transferência de Cachoeira para Brasília
Delta fazia depósitos para empresas de fachada de bicheiro, dizem jornais
Mãe de Carlinhos Cachoeira morre aos 79 anos em hospital de Anápolis
Em outro trecho das gravações, Garcez comemora as nomeações conseguidas no governo de Perillo e recebe elogios de Cachoeira.
- Garcez: nós estamos com sete pessoas só aqui, né?
- Cachoeira: Ocê, é o seguinte, Wladimir, ocê é o cara que mais põe gente nesse governo aí.
- Garcez: Agora, tem uns carguinho aí que nós vamo poder atender muita gente.
Conversas e trocas de mensagens com Carlinhos Cachoeira levaram à demissão, há duas semanas, de Eliane Gonçalves Pinheiro, chefe de gabinete de Marconi Perillo.
Distrito Federal
Em Brasília, o governo do Distrito Federal abriu investigação contra Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz (PT). Cláudio Monteiro foi afastado do cargo na semana passada, acusado de receber dinheiro para nomear funcionários a pedido de Cachoeira.
O governador Agnelo Queiroz vai enfrentar o primeiro pedido de impeachment na Câmara Legislativa. O pedido foi protocolado nesta segunda pela ONG Adote um Distrital.

sábado, 14 de abril de 2012

MINÍSTRO NEGA LIMINAR PARA SENADOR "DEMÔNISTRO" TORRES.


O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski negou na tarde desta sexta-feira (13) pedido de liminar (decisão provisória) feito pela defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com a finalidade de suspender o inquérito aberto no tribunal para investigar o parlamentar.
(Correção: inicialmente, esta reportagem informou que o ministro havia negado pedido de anulação das provas contra o senador. A informação foi corrigida às 17h45).
Demóstenes responde a inquérito no STF em razão de investigação da Polícia Federal que aponta envolvimento dele com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso desde o dia 29 de fevereiro por suspeita de comandar um esquema de jogo ilegal.
O pedido de liminar tinha por objetivo suspender a tramitação do inquérito até que o plenário do STF julgue ação que pede a declaração de ilicitude das gravações de conversas telefônicas entre Demóstenes e Cachoeira.
O advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, argumenta que, na condição de senador, as escutas de telefonemas de Demóstenes só poderiam ter sido autorizadas pelo Supremo e não pela Justiça Federal de Goiás. Ainda não há data para o julgamento pelo plenário do mérito da ação.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defende a legalidade das escutas. Para ele, a descoberta da relação entre o parlamentar e Cachoeira foi um "achado fortuito". "O senador Demóstenes jamais foi alvo das interceptações telefônicas. As interceptações tinham por alvo Cachoeira e outras pessoas não detentoras de prerrogativa de foro e por isso podiam ser, como foram, autorizadas pela Justiça Federal em Goiás", declarou.
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Procurador-geral diz que provas contra Demóstenes são válidas
Foro privilegiado não pode servir para 'acobertar' fraudes, diz ministro
Senado
No Senado, Demóstenes responde a um processo por quebra de decoro parlamentar junto ao Conselho de Ética, que pode levar à perda do mandato.
Devido às denúncias, o parlamentar renunciou o cargo de líder do DEM e anunciou a desfiliação do partido. Nesta quinta, o senador esteve na reunião do Conselho de Ética do Senado e afirmou que irá provar sua inocência.

segunda-feira, 26 de março de 2012

RATINHO PUBLICA HOMEM QUE SE ATEOU FOGO EM PROTESTO EM NOVA DÉLI


Um exilado tibetano ateou fogo ao corpo nesta segunda-feira (26) em Nova Délhi durante uma
manifestação de protesto contra a visita que o presidente chinês, Hu Jintao, fará em breve à Índia. O protesto ocorre dias antes da Quarta Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorrerá entre 28 e 29 de março, em Nova Délhi, e terá a presença da presidente Dilma Rousseff.
O homem, de 27 anos, identificado como Janphel Yeshi, colocou fogo no corpo em pleno centro da capital indiana, segundo fontes policiais. Ele foi levado para um hospital e, segundo a agência de notícias Associated Press, teve 85% do corpo queimado e seu estado é crítico. Ao menos 30 tibetanos já atearam fogo contra o corpo no último ano contra o controle chinês na região do Tibete e pela volta do Dalai Lama à região - 20 deles morreram.

domingo, 25 de março de 2012

O ÚLTIMO ADEUS A CHICO ANYSIO NO RIO.

O corpo do humorista Chico Anysio foi cremado na tarde deste domingo (25) no Rio. A cerimônia reuniu familiares e amigos do humorista no Crematório da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária da cidade. Chico Anysio morreu na última sexta-feira (23) em consequência de uma parada cardiorrespiratória.
Segundo advogado Paulo César Pimpa, Chico deixou um testamento pedindo que metade de suas cinzas fossem levadas para Maranguape, a cidade onde nasceu no Ceará, e outra metade para o Projac. A data em que as cinzas serão levadas para os dois lugares ainda não foi divulgada.
Muito emocionado, o filho do humorista, Bruno Mazzeo, agradeceu as manifestações de carinho. "Quero fazer um agradecimento ao povo pelas demonstrações de carinho. Ver o povo ontem, na porta do teatro foi o que deixou meu pai mais feliz. Uma pessoa que dedica 65 anos a alegrar um povo, principalmente um povo como esse, é uma pessoa abençoada, que cumpriu lindamente a sua missão", disse Bruno Mazzeo, visivelmente emocionado e com a voz embargada.
A ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, que foi casada com Chico Anysio, chegou ao local acompanhada dos dois filhos.
"Meus filhos ainda são pequenos. São os únicos filhos do Chico que ainda precisariam muito do pai. Infelizmente a gente não tem domínio sobre essas coisas. O pai deixou para eles um bom legado de trabalho e de caráter. Seja o que for que eles façam na vida, espero que eles sigam o exemplo do pai", disse Zélia.

Malga Di Paula (Foto: Janaína Carvalho/G1)
A última mulher de Chico, Malga Di Paula, os filhos de Chico, Nizo Neto e André Lucas, o irmão, Elano Paula, a sobrinha do humorista, Cininha de Paula, e alguns amigos, como o cantor e vereador paulistano Agnaldo Timóteo (PR), os atores Daniela Escobar, Heloísa Perissé, Nelson Freitas e Eri Johnson, entre outros, também compareceram.
"Chico era um mestre da reciclagem. Foram 47 anos de amizade, o que tenho que agradecer a ele", disse Agnaldo Timóteo.
"Foi tudo muito bonito, a Malga também falou. As palavras da Malga foram lindas. É um amor incondicional que ele teve agora nesse final de vida. Que ele descanse em paz", disse o ator Nelson Freitas na saída da cerimônia.
Também ao fim da cerimônia, Malga Di Paula falou sobre a perda do marido. "Surpreendentemente estou mais forte, do que imaginava. Foi uma cerimônia linda, de várias crenças, mas quem conduziu foi um frei franciscano, pois o Chico sempre dizia que era um franciscano."
A cremação
Segundo a administração do crematório, o processo da cremação dura em torno de uma hora. O primeiro passo é a família fazer o reconhecimento no setor de operação do crematório. Após a identificação, os papéis são assinados e os familiares conduzidos a uma sala de despedida. Nessa sala, de aproximadamente 50 metros quadrados, a família pode fazer orações, preces e prestar as homenagens finais, por cerca de meia hora. A decisão se o caixão fica ou não aberto nesse momento é dos familiares. Em seguida, o corpo é levado para o crematório e ninguém pode acompanhar.
Velório
Mais de cinco mil pessoas compareceram ao velório do comediante, no sábado (24), no Theatro Municipal, no Centro do.
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VEJA FOTOS DO VELÓRIO NO RIO
VEJA FOTOS DO FUNERAL NO RIO
"Chico Anysio não morreu, está no coração de todos os brasileiros. É feito Pelé. Por isso que vocês viram o povo vindo ao velório, mesmo debaixo de chuva. Teve até gente de muleta passando por aqui. Nada foi mais importante do que esse comparecimento do público", disse André Lucas, filho do comediante.
Quem também conversou com os jornalistas na saída do Theatro Municipal foi o ator Lúcio Mauro. Emocionado, relembrou os anos de trabalho ao lado do humorista, a que considerava "um irmão".

"Chico é amor, é saudade. Convivi com ele por 70 anos. Construímos uma amizade permanente. Considerava Chico Anysio um membro da minha família. Hoje peço perdão, pois deveria tê-lo amado mais, demonstrado mais este amor", destacou Lúcio.
Fãs
Fãs chegaram cedo para acompanhar o velório. A concentração aumentou a partir das 12h, horário inicialmente divulgado para a abertura dos portões, e centenas de pessoas se acumularam na calçada, em meio a fotógrafos e jornalistas. Às13h30, o público finalmente pôde entrar. Por volta das 16h30, uma forte chuva tomou o local, o que fez o público se dispersar.
Familiares e amigos
Pela manhã, os atores Bruno Mazzeo e Nizo Neto, filhos do humorista, foram os primeiros a chegar ao local. Também prestaram as últimas homenagens o irmão do humorista, o diretor Zelito Viana; os sobrinhos, o ator Marcos Palmeira e a diretora Cininha de Paula, sua filha, a atriz Maria Maya; as atrizes Marília Pêra, Glória Pires, Natália Thimberg, Arlete Salles, Ana Furtado e Juliana Didone; os atores Emilio Orciollo Neto, Tim Rescala, Marcos Veras, Marcius Melhem, Leandro Hassum, Marcelo Madureira, Hélio de La Peña, Tom Cavalcanti, o cantor Elymar Santos e os diretores Daniel Filho e Boninho, e o governador Sérgio Cabral, entre outros.

Ao longo de seus 65 anos de carreira, o cearense Chico Anysio criou mais de 200 personagens e foi um dos maiores humoristas do Brasil com destaque no rádio, na TV, no cinema e no teatro.
Além de se dedicar ao humor, Chico também foi artista plástico. Apaixonado pela pintura, retratou paisagens ao redor do mundo a partir de fotografias que tirava dos países que visitava. Realizou exposições de seus quadros em diversas galerias do Brasil e chegou a afirmar que gostaria de ter dedicado mais tempo à atividade. Ele deixa oito filhos e completaria 81 anos no dia 12 de abril.
Twitter
Poucos minutos após a divulgação da morte de Chico Anysio, o nome do humorista ficou em primeiro lugar no Trending Topics mundial - assuntos mais comentados - do Twitter. Muitos famosos lamentaram a morte do comediante na rede social.

quarta-feira, 21 de março de 2012

RATINHO PUBLICA DENUNCIA DO MPF CONTRA CHEVRON E MAIS 17 PESSOAS POR CRIME AMBIENTAL

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta quarta-feira (21) que denunciou as empresas Chevron, Transocean e mais 17 pessoas por crime ambiental e dano ao patrimônio público por causa do vazamento de petróleo no Campo de Frade, da Bacia de Campos, em novembro de 2011.

O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, e mais três funcionários da empresa responderão ainda por dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público, se omitir em cumprir obrigação de interesse ambiental, apresentar um plano de emergência enganoso e por falsidade ideológica, ao alterarem documentos apresentados a autoridades públicas.

As penas pedidas pelo MPF para os denunciados variam de 21 anos e 10 meses a até 31 anos e 10 meses. O procurador da República Eduardo Santos de Oliveira dá coletiva nesta tarde sobre a denúncia.

Na denúncia, o MPF pede também o sequestro de todos os bens dos denunciados e o pagamento de fiança de R$ 1 milhão para cada pessoa e R$ 10 milhões para cada empresa. Caso sejam condenados, o valor da fiança servirá para pagar a indenização dos danos, multa e custas do processo.

Entregar passaportes em 24 horas
O juiz federal Cláudio Girão Barreto, da 1ª Vara Federal de Campos, no Norte Fluminense, deu um prazo de 24 horas para que 15 executivos e funcionários das empresas Chevron e Transocean entreguem os passaportes. O prazo começa a contar a partir do momento em que os citados no processo recebam a intimação. A decisão do juiz foi tomada nesta terça-feira (20). Dois funcionários que estavam impedidos de sair do país receberam autorização do juiz para viajar.

Os dois são empregados da Transocean, e trabalham embarcados na plataforma do Campo de Frade. De acordo com a decisão judicial, eles “têm viagem programada para o dia 21 de março (próxima quarta-feira), com retorno previsto para 19 de abril”. Ainda segundo o juiz, “as passagens foram compradas em 14 de março e em 29 de fevereiro, antes, portanto, da decisão judicial que os impediu de deixar o território nacional”.

Girão Barreto explica que, segundo os registros da plataforma onde os dois funcionários trabalham, bem como as anotações lançadas nos passaportes deles, ambos “estiveram embarcados em várias oportunidades, seguidas por desembarques e viagens rápidas ao exterior”. Por conta disso, o juiz federal conclui que existe “baixa probabilidade de as viagens (...) prejudicarem a investigação dos fatos apurados (...) ou terem por objetivo subtrair os investigados/indiciados à eventual aplicação da lei penal”.

Presidente da Chevron Brasil tem que entregar passaporte
Na sexta-feira (16), a Justiça Federal havia proibido que 17 pessoas ligadas às empresas Chevron e Transocean deixem o país sem prévia autorização judicial. Entre elas está o presidente da Chevron no Brasil, George Buck. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) através de medida cautelar.

De acordo com a decisão, é fato notório que mais uma vez "há indícios veementes de vazamento de óleo" na Bacia de Campos. As 17 pessoas impedidas de deixar o país foram indiciadas por causa do vazamento ocorrido em novembro do ano passado.

Na decisão, o juiz Vlamir Costa Magalhães diz que as pessoas apontadas na investigação são ligadas à direção de empresas exploradoras da região onde ocorreu o vazamento de 2011. Ele alerta que os investigados são estrangeiros e têm condições econômicas e motivos para sair do Brasil. "Não resta dúvida de que a saída destas pessoas do país, neste momento e diante do vigente quadro, geraria sério risco para a investigação dos fatos aludidos e eventual aplicação da lei penal", afirma o juiz.
Presidente da Chevron, George Buck (Foto: Reuters)Presidente da Chevron, George Buck, não pode
deixar o país (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

A Chevron informou que "a empresa e seus empregados acatarão qualquer decisão legal".

Na quinta-feira (15), foi identificada uma mancha de óleo durante monitoramento no Campo de Frade, na Bacia de Campos. Na sexta, um inspetor naval da Capitania dos Portos realizou um sobrevoo na área do novo vazamento e identificou, segundo a Marinha, uma "tênue" mancha de óleo com cerca de 1 km. Em nota, a Marinha informou que o novo incidente foi a cerca de 130 km da costa.

Para o Ibama, a nova mancha de óleo pode ser decorrente do vazamento de 2011.

Além da Marinha, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) continuam acompanhando, de forma coordenada, o novo vazamento. Desde o dia 4 de março, a Marinha realiza sobrevoos na região e reforça o patrulhamento.

Polêmica
Ao contrário do que afirmou o diretor de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jaen Williamson, de que a nova mancha de óleo não tem “relação direta” com o vazamento de novembro de 2011, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em nota, afirma que o óleo é, “provavelmente, decorrente do vazamento registrado em novembro de 2011”. Em 2011, cerca de 2,4 mil barris de petróleo vazaram na região. A Chevron pediu à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a suspensão da produção de petróleo no Campo de Frade.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, informou na noite de sexta-feira (16), por meio de nota, "que quer que a Chevron comunique, oficialmente, por que contrariou o parecer técnico que determinava que a mesma fizesse um revestimento, em aço, do entorno da fissura de 1.200 metros. A empresa só fez 600 metros".

Na quinta-feira (15), Williamson afirmou que “não há nenhuma evidência de que (o novo vazamento) tem a ver com o outro acidente”. Segundo o diretor da Chevron, uma nova fissura, com cerca de 800 metros de comprimento, de onde sai o óleo, foi encontrada a três quilômetros do local do primeiro vazamento, a cerca de 1,3 mil metros de profundidade. Williamson disse que ainda não há explicações para a causa do novo vazamento.

Na nota do Ibama, o instituto esclarece que, como a Chevron não estava operando o poço, a mancha que foi detectada pela Chevron não foi originada “de um novo vazamento”, mas sim de “um afloramento de óleo”, segundo informações preliminares do órgão federal. Ainda de acordo com a nota, a Coordenação de Emergências Ambientais e a Coordenação-Geral de Petróleo e Gás do Ibama, juntamente com a ANP, estão acompanhando a ocorrência.

Nesta sexta-feira, em nota, a Chevron afirmou que não recebeu nenhuma comunicação do Ibama e que, por isso, prefere não fazer comentários. A nota diz: “Até o momento, pelos estudos já realizados, não foi possível estabelecer uma ligação entre os dois incidentes. A empresa irá realizar os novos estudos para determinar as causas do novo afloramento.”
saiba mais

* Chevron é autuada por não mostrar salvaguardas solicitadas, diz ANP
* Chevron identifica mancha de óleo na Bacia de Campos
* MPF diz que vai processar Chevron criminalmente por novo vazamento
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* Chevron pede à ANP para suspender operações após novo vazamento

Ministra prefere não comentar
A assessoria de comunicação do Ibama em Brasília informou, também nesta sexta, que uma equipe técnica do instituto fez um sobrevoo no local onde a nova mancha foi localizada e está analisando o que pode ter ocorrido. No Rio de Janeiro, durante uma debate sobre economia verde no evento "Rumo à Rio+20", a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que não iria comentar sobre o caso: “Não vou falar sobre a Chevron. Aqui é outro fórum: o debate é a Rio +20. A gente ainda está aguardando informações.”

A ANP confirmou que recebeu o pedido da Chevron de suspender a produção no Campo do Frade. A assessoria de imprensa da ANP informou que a agência não tem prazo para dar a resposta à petroleira americana, e que o pedido pode, sim, ser recusado. Segundo a assessoria da ANP, é preciso ver o que o contrato diz, e o que a Chevron alega para parar de produzir no Campo de Frade.

Proibição de novas perfurações
A Chevron foi proibida de perfurar novos poços no local após o acidente do ano passado. As atividades do poço existente, no entanto, tiveram continuidade. Na terça-feira (13), a ANP decidiu manter a decisão de proibir a Chevron de perfurar novos poços no local. A ANP concluiu as investigações sobre o vazamento e informou que discorda da causa apontada pela empresa norte-americana, mas não deu detalhes sobre a apuração feita.
tópicos:

* ANP